quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
“A força politica conquista-se.”
E é assim, meus amigos, a opinião começa a ser unânime. Somos todos gregos e já é hora de deixarmos de ser bem comportadinhos para nada.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Próximas paragens
Esta semana, Gato Persa Social Club volta à estrada, com apresentações:
- Na quarta-feira, dia 16 de maio, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras;
- Na quinta-feira, dia 17, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco (mais informação aqui).
- Na quarta-feira, dia 16 de maio, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras;
- Na quinta-feira, dia 17, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco (mais informação aqui).
terça-feira, 8 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Arte, dor e loucura
Dizia Rubem Fonseca – não ouvi, vi na imprensa – por ocasião
da sua visita a Portugal aquando do festival Correntes d’Escritas, que um dos
requisitos do bom escritor é ser um bocadinho louco. Acho que sim. Permito-me
acrescentar outro: a dor. Não conheço praticamente nenhum grande escritor que
não tenha sofrimento no seu texto. E esse vem, intui-se de uma maneira ou de
outra, de uma experiência, porque, por muito imaginativos que sejamos, há
sempre sensações que não podiam estar ali por outra razão. Fundos de verdade
nas entrelinhas sem os quais a autenticidade seria inexistente. Acho,
sinceramente, que as pessoas a quem a vida sempre correu bem, regra geral, não
conseguem produzir boas peças artísticas. O criador. O cria dor. Não me quero
arrogar nada. Não estou sequer a falar de mim, porque é impossível fazer-se uma
autoanálise sóbria nesse sentido (se acho que escrevo bem? Sim, mas se não
achasse não escrevia, por isso quem sou eu para dizer). Apenas falo do que
leio. Nem que seja porque, como dizia Tolstoi, “As famílias felizes são todas
iguais, as infelizes são-no cada uma à sua maneira”. Ou seja: a história, a
interessante, é sempre sobre aquele que sofre. Arte sem
dor não é nada. Dor que se viveu e sentiu, dor que se pariu de novo no momento
repetitivo da criação. Escrever é vomitar. É aliviar uma doença que se tem
dentro e que precisa de sair para nos deixar viver em paz.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Merdas inúteis
Se há algo que o Facebook tem feito pela humanidade, é
reduzir-lhe o ego significativamente. Numa altura em que já nos achávamos o
máximo por poder fingir ser peritos em quase qualquer matéria com um simples
search no Google, o Facebook vem lembrar-nos de que pertencemos a uma raça
absolutamente inútil no planeta Terra. Sim, temos mestrados, doutoramentos e
montes de amigos estrangeiros com nomes exóticos. Sim, podemos ter acesso às melhores histórias da imprensa mundial, apenas adicionando as respectivas páginas aos nossos favoritos. Sim, é-nos possível, com um só clique, ajudar o Banco
Alimentar a comprar um pacote de massa. Mas também nos é inevitavelmente
esfregado na cara, numa base diária, que muitos dos nossos conhecimentos se
interessam por:
- fotografar petiscos nojentos que, muito orgulhosamente,
cozinharam sozinhos (é frequente, nesta categoria, caberem pessoas para quem
alguém sempre cozinhou, e se sentem muito satisfeitos por, uma vez na vida,
terem feito alguma coisa com um fogão e um frasco de sal);
- partilhar frases-clichés, com um fundo rosa ou bege;
- bradar aos quatro ventos observações tais como “está a
chover” ou “tenho uma micose”, aquele tipo de coisa de que precisamos
urgentemente saber por uma questão de sobrevivência;
- fazer petições online por nenhuma razão aparente;
- pôr fotografias de gajas/os muito mais giros do que o próprio,
porque o mundo tem imperativamente de saber sobre as suas angústias sexuais;
- Salvem este cão! Que não existe, mas está a morrer de
fome. Com um só clique, podemos fazer com que este link absolutamente inútil dê
a volta ao mundo e todos realizemos até que ponto somos estúpidos e facilmente
manipuláveis.
Mas claro, agora respondem-me: cala-te, tu também tens
Facebook. Pois tenho e há dias em que me sinto realmente mal com isso. A mim,
também, me afecta o ego. Agora com licença, que o meu cão está a dormir de uma
maneira super-fofinha e é urgente comunicá-lo a todos os meus conhecimentos.
domingo, 29 de abril de 2012
1º de Maio
Aí a chegar e está incrivelmente actual.
Manifestação contra a precariedade e o desaparecimento progressivo dos direitos.
Manifestação contra a precariedade e o desaparecimento progressivo dos direitos.
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