sábado, 20 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Este sábado
vou estar, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Carnaxide, para uma conversa com leitores.
De seguida, vou ao Liceu Francês de Lisboa pelas 17h30. Fui convidada para entrar numa exposição de escritores ex-alunos e estou muito ansiosa. Vai ser maravilhoso reencontrar caras conhecidas, salas de aula e as casas de banho para onde íamos dizer segredos e fumar cigarros às escondidas!
De seguida, vou ao Liceu Francês de Lisboa pelas 17h30. Fui convidada para entrar numa exposição de escritores ex-alunos e estou muito ansiosa. Vai ser maravilhoso reencontrar caras conhecidas, salas de aula e as casas de banho para onde íamos dizer segredos e fumar cigarros às escondidas!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Pela milésima vez, não, não sou
Ou serei?
Talvez uma das perguntas que mais se faz aos escritores seja
- Aquelas personagem és tu?
Falta de imaginação, curiosidade, tentativa de perceber para
além do texto? Porventura, um misto dos três.
Desfaçamos esta ambiguidade.
A personagem de um romance, seja ela qual for, é sempre o
autor. Um esboço ambíguo daquilo que ele seria, ou gostaria ser, ou detestaria
e teria pavor. Falo por mim. Desde o velho que diz palavrões para o ar à porta do
talho à senhora obesa com o caniche da padaria, somos todos sempre eu. Não é
preciso chamar o Pessoa, a esquizofrenia literária é um facto à escala global. Porque eu falo,
imagino e faço coisas. Eu sinto, amo
e fodo. Não posso sentir a dor dos outros. Por isso, muitas dores ao
mesmo tempo.
Quando ponho alguém a saltar do prédio, ponho-me a mim a
saltar do prédio e nesse sentido é sempre o que eu experienciaria. A minha
bochecha a esmagar-se no passeio, mesmo que ela nunca se tenha esmagado contra
um passeio.
Quando escrevo, vomito as palavras que um dia me
aconteceram.
Uma personagem, por outro lado, nunca pode ser eu. Pela
simples razão de que ninguém é suficientemente interessante para construir uma
figura de ficção. Esta é o fio de uma vida demasiado divagada. Consequência
directa do enredo que o antecede, é aquele a quem queremos que aconteçam as
coisas interessantes que nunca protagonizaremos. Ele é aquele que queremos que
salte do prédio, por isso é preciso arranjar maneira de o fazer subir as
escadas, ou o elevador, ou o guindaste.
É aquele que é
(como já tão bem no-lo disseram antes).
Por isso, sim. E não.
E vai ser sempre sim e não ao mesmo tempo. A personagem és
tu? É uma pergunta parva, porque sou sempre mas não sou e sou e não sou
esouenãosouesouenãomasmasmassouesoumasnãosoumassoumasnãosouesoumasnãosoumassouenãosou.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Faz hoje 14 anos
que Saramago foi o primeiro português a ganhar o Prémio Nobel da Literatura.
E aqui deixo, para aqueles que ainda acham que a cultura não tem importância ou impacte relevante na esfera político-social.
Faz o mundo andar para a frente.
E aqui deixo, para aqueles que ainda acham que a cultura não tem importância ou impacte relevante na esfera político-social.
Faz o mundo andar para a frente.
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
"Anda desesperado por sexo, porque só agora descobriu que estava farto de ser virgem"
Dois pensamentos que me
surgiram imediatamente ao visionar isto.
Sim, o outro foi: perdi 3:51 minutos da minha vida, mas isso
já é algo comum para alguém que trabalha em casa e que se dedica a uma parte
inevitável de procrastinação diária.
E eis senão quando, há coisa de uns dias, descobrimos que
era tudo uma publicidade estúpida a uma marca de perfume. Oh...que surpresa do
&%$#.
Aparentemente, a página de Facebook suposto gentleman já tinham não
sei quantos mil likes e shares de cidadãos que agora se sentem “defraudados” por
ter sido aproveitada a sua “capacidade romântica de acreditar no amor” em prol
de uma campanha publicitária. Até aí, admito que até acho um bocadinho bem
feito.
A mim, o que me chateia não é que algumas pessoas com demasiado tempo livre se tenham
deixado enganar por um grupo de gente idiota. Mas sim que estes tenham utilizado as últimas manifestações de descontentamento popular para o fazer.
Uma total desacreditação das mesmas, tratando, sugestivamente e diante milhares
de visionadores (televisão incluída), a data em causa de um modo tão banal como qualquer outra
altura festiva, como se do Natal ou o Ano Novo se tratasse. O Pingo Doce já o
tinha feito, pelos vistos pegou: já que o povo português funciona tanto à base
de modas, por que não rentabilizar a “moda” das manifestações? Na minha opinião, é aproveitar datas que deveriam ser simbólicas para a democracia para fazer
jogadas de marketing que ultrapassa claramente os limites da ética.
Quanto ao moço em questão, exprimo um misto de pena e
curiosidade: perguntou-me, por exemplo, por quanto se vende a humilhação de
sermos para sempre conhecidos como “aquele parvo do anúncio da Cacharel”.
Se calhar, o melhor mesmo era ter apanhado o tal avião para França.
Se calhar, o melhor mesmo era ter apanhado o tal avião para França.
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