domingo, 12 de maio de 2013

Papeis de género na publicidade

Aqui está um vídeo que ilustra bem até que ponto hoje, por muito que haja quem não o aceite, a questão da igualdade de género ainda não é pacífica. Se bem que, legalmente, a coisa esteja em muitos casos, resolvida, a verdade é que as construções sociais pré-estabelecidas provocam maneiras cada vez mais subtis e perversas de controlar esse factor. Claro e elucidativo, chocante às vezes, com dados precisos sobre o efeito dos media na maneira como cada um se identifica. Mais uma chamada de atenção para a necessidade de questionar tudo. Muito do que nos parece natural e inerente  à simples existência humana não passa de construções politico-sociais montadas e portanto, susceptíveis de serem abaladas.

É claro que a moda não é sempre assim e não vale a pena demonizar apenas este sector, culpando-o de todas as injustiças. No entanto, tendo ele um grande impacto na formação das nossas opiniões, parece-me que pode jogar um papel predominante e bastante positivo no assunto. Existem, já exemplos claros disso. É, de facto, por este tipo de razões que apoio aquilo que se começa a notar como um processo de androgenização da moda, em que o modelo já não corresponde a uma divisão cirúrgica homem/mulher (com os respectivos papéis ancestrais instituídos), mas sim a uma única categoria abrangente e fluida, em que cada um pode escolher aquilo que mais o identifica e com o qual se sente confortável, independentemente de um género que supostamente o determine.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Cursos de escrita online

Os cursos online da Escrever Escrever estão em grande e a ser um sucesso. O meu "Escrever um livro: por onde começar?" vai já na 4a edição!

Inscrições para começar dia 14 de Maio, aqui:

http://escreverescrever.wordpress.com/2013/01/11/escrever-um-livro-por-onde-comecar-nivel-i/

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Escrita Criativa no Martim Moniz

Hindi, árabe, mandarim, urdu. Açafrão, gengibre, saris, objetos brilhantes fáceis ou difíceis de identificar. Há muito por onde escolher e os sentidos não param. Martim Moniz é a magia de dois continentes fundidos numa só Lisboa, uma cidade alternativa dentro da capital, na qual se viaja sem viajar. Aqui, impossível é não soltarmos o contador de histórias que há em nós. 
Venha mergulhar nesta constelação estonteante de objetos, sabores, sons, cores; enquanto dá largas à imaginação e à caneta. Vamos fazer jus às palavras de Mahatma Gandhi: «Não quero que a minha casa seja cercada de muros nem que as minhas janelas sejam tapadas. Quero que as culturas de todas as terras sejam sopradas para dentro da minha casa, o mais livremente possível.



Sábado dia 18 de Maio - inscrições e mais informações:

http://escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=2434&mes=05



terça-feira, 23 de abril de 2013

A televisão e nós: o grande ménage à trois colectivo


Não me levem a mal, eu não tenho nada contra as pessoas que gostam de ver televisão. Pelo contrário, considero-a um acessório lúdico como outro qualquer, tão útil como uma ventoinha ou um vibrador. Critico, no entanto, a importância que este objecto de aparência inofensiva assume nas relações amorosas, ao ponto de se tornar num terceiro elemento mecânico, com pretensões a resolver todo o tipo de contendas e dilemas interpessoais.

Ao principio, está tudo bem, parece. Conhecemos uma pessoa interessante, vamos lá a casa ver um filme, coiso e tal, pronto. Sem problemas.
Pouco a pouco, no entanto, ela torna-se num escape de conforto quando tudo começa a correr mal. Afinal descobre-se que não se tem nada em comum? Não há problema, põem-se as noticias e diz-se mal dos políticos. Não tem uma conversa de jeito: vamos ver um filme? Ai está a ter um ataque de ciúmes outra vez? adoro esta série, por favor, é o último episódio.
Sem mesmo disso nos apercebermos, a televisão começa a ocupar um lugar central nas nossas vidas, um pouco como um acréscimo ou um órgão adicional do casal, sem o qual o último já não se consegue viver. Pior: é, tristemente, por vezes, aquilo que nos mantém juntos. Porque serve uma desculpa para tudo, resolve todos os problemas e no fundo, se virmos bem, acaba por adiar muitas das separações. Estamos demasiado ocupados com outra coisa para nos concentrarmos nos nossos próprios problemas e então vai correndo tudo bem até faltar a luz.

Perguntei-me o que é que as pessoas faziam quando não havia televisão e a resposta não tardou a vir: faziam filhos, conversavam, embebedavam-se, iam a festas, planeavam guerras, ou deitavam-se cedo para acordar às 5 da manhã. Nada disso me parece nem mau nem particularmente melhor. A televisão é apenas o ménage à trois da era pós-moderna, temos de nos contentar com isso e esperar que – se é que já não o faz – a mesma nunca venha a assumir nenhum papel estranho de teor sexual nos assuntos domésticos.