quinta-feira, 18 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Início de...
"Há muito tempo
que deixei de me perguntar quem apagou a luz dentro da minha cabeça. Suponho
que tudo começou quando atingi a puberdade e uma infância relativamente
aceitável se transformou num pesadelo de hormonas. Sem amigos e com dez
dioptrias de miopia em cada olho, eu era alvo a abater na grande selva de
sobrevivência que são os primeiros anos de liceu. Sexo, claro, não fez parte do
meu vocabulário até muito mais tarde, quando de uma maneira talvez
compensatória recuperei avidamente o tempo perdido, sempre que possível, pelo
menos. Com a idade adulta, a comédia e o sucesso relativo, que suponho ter
coroado a minha vida nos últimos anos, até muito recentemente. Mas a luz nunca
se voltou a acender. Já ouvi falar de histórias assim."
Brevemente, nas livrarias.
domingo, 14 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Escrita Criativa na Feira da Ladra
No mais antigo mercado de Lisboa, local tipicamente português, encontram-se livros, chapéus, candeeiros, discos... mas também muitas histórias. É um lugar cheio de surpresas, onde se misturam línguas e origens, grita-se e interpela-se, regateia-se, disputa-se. Ideal, portanto, para quem quer escrever, já que criar é trabalhar a partir de estímulos.
- Personagens, pessoas, vendedores...
- Os diálogos que por aqui se cruzam
- As histórias por detrás dos objectos
Este sábado, das 10h às 13h, inscrições:
quinta-feira, 4 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Escrever um livro neste fim de semana
Ainda vão a tempo de passar um fim de semana na minha companhia, em que vos ensino como escrever um livro. É já no próximo:
http://www.escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=2517&mes=07
http://www.escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=2517&mes=07
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Escrita Criativa no bailarico
Ainda estão a pensar embebedar-se a comer sardinhas, no último fim de semana dos Santos? Nada disso.
Neste sábado, dia 29 - noite de São Pedro - juntem o útil ao agradável e venham fazer um workshop de Escrita Criativa no bailarico.
http://escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=2464&mes=06
Neste sábado, dia 29 - noite de São Pedro - juntem o útil ao agradável e venham fazer um workshop de Escrita Criativa no bailarico.
http://escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=2464&mes=06
quarta-feira, 19 de junho de 2013
As gajas da Escrever
Há dois anos que dou formações de escrita. São, sobretudo, experiências positivas, a nível do relacionamento e conhecimento humano. Não sou uma pessoa particularmente sociável - embora, na maioria das vezes, não o deixe transparecer - além de que o ofício de escritor tem em si mesmo inerente uma certa obrigação de reclusão. Esta prática da partilha tem portanto tido em mim o resultado maravilhoso de aprender com os outros, de evoluir a par com pessoas com as quais de outro modo não me encontraria. E sobretudo permite-me enriquecer, dando: o amor pela escrita, a vontade de criar, a paixão do texto literário.
Algumas das minhas formandas, movidas pela vontade de continuar o ritmo das formações na Escrever Escrever, criaram um blogue, onde certamente irão colocar textos do seu quotidiano. Posso já dizer que, pelo que conheço das meninas, promete!
Algumas das minhas formandas, movidas pela vontade de continuar o ritmo das formações na Escrever Escrever, criaram um blogue, onde certamente irão colocar textos do seu quotidiano. Posso já dizer que, pelo que conheço das meninas, promete!
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Conversa escutada na Feira do Livro
Duas mulheres nos seus 30 e tais
Amiga 1: Já conheces este autor?
Amiga 2: Não...
Amiga 1: Ah, tens de conhecer, ele é mesmo espectacular, é mesmo o máximo!
Amiga 2: É pá, tu também, conheces com cada coisa... conheces tudo!
(Era o Gabriel Garcia Márquez)
Amiga 1: Já conheces este autor?
Amiga 2: Não...
Amiga 1: Ah, tens de conhecer, ele é mesmo espectacular, é mesmo o máximo!
Amiga 2: É pá, tu também, conheces com cada coisa... conheces tudo!
(Era o Gabriel Garcia Márquez)
terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Se és gaja, é claro que vais escrever literatura light
O cenário é familiar. Conhecemos um homem, retrógrado,
normalmente de meia idade, por razões pessoais ou profissionais. Ele pergunta o
que fazemos e respondemos que escrevemos. A sua cara ilumina-se com um sorriso
de condescendência paternalista – pois chega à conclusão de que somos mais uma
a escrever romances de cordel. Imediatamente, podem crer que lhe passa também
pela cabeça uma qualquer fantasia em que nos submetemos à sua suposta suprema
genialidade – vestidas de secretárias, a receber críticas e repreensões
literárias – num javardíssimo misto de desejo de impor a subjugação física e a intelectual.
Nojento e exagerado? Sim. Mas frequente? Infelizmente, também.
Admito, é algo no qual nós ainda temos um pouco de
responsabilidade. Não, ao contrário do que se possa dizer, pela nossa natureza
feminina inerente, mas por ainda estarmos reticentes em lutar contra uma educação
que nos foi impingida, porque tal nos é de um certo modo confortável. Para
escrever é preciso não ter medo da exposição e uma das coisas que se ensina às
meninas bem comportadas é que elas não se devem expor demasiado. Isso é
trabalho dos homens. Arriscar é trabalho dos homens, lutar e trabalho dos
homens, sujeitar-se a fazer figuras ridículas é trabalho dos homens. A nós,
ainda que nos custe muito admitir, ainda nos pedem para ficarmos em casa, de
sutiã e cuecas, a fazer poses sensuais enquanto parimos que nem coelhos e
passamos o aspirador pelos sofás da sala. Não me estou a queixar, só a dizer
que ainda somos muito educadas assim. Se a libido direccionada para fora do
casal, a criatividade e a irreverência nos são censuradas ao longo da
juventude, é normal que depois a literatura que produzimos venha a sofrer o
mesmo efeito.
Nesse sentido, parece-me normal que ainda haja um número
superior de mulheres a escrever textos que se fiquem pela superfície. Como é
óbvio, volto a dizer, não me parece que a falta de mulheres na boa literatura
se deva a alguma espécie de determinismo biológico. É preciso quebrar a
barreira da vergonha e do bom comportamento, admitir que nunca vamos ser um
sex-symbol porque nunca vamos ser “misteriosas”: escrever é mostrar as
vísceras.
Aí sim, e só aí, vamos deixar de ser umas patetas que falam
de passeios de descapotável e cenas de engate à hora do chá.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Entrevista no The Art Boulevard
Aqui partilho algumas experiências e preocupações sobre a escrita, que podem ser úteis a quem está a dar os primeiros passos. Estando, eu também, em início de carreira.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Palácios instáveis
Ela era diferente das outras – pensou M., vendo o seu corpo
estrebuchante no escuro. Analisava, a cada compasso corporal, cada canto de
pele na cinza intermitente de um nada-é-proibido. Ele agarrava-se a morder os lábios,
deitava a cabeça para trás numa expressão que lhe descobria as rugas; e nunca,
mas nunca, jurava, o tinha visto fazê-lo com tanta força. Juntou os joelhos e
coçou-os, nervosamente. Depois, decidiu-se a fazer o que sempre fazia, sem no
entanto desta vez descobrir em si o prazer de um domínio costumeiro, do alto do
seu trono de madeira. Apenas uma vaga noção de que algo estava para rebentar. Eles
continuaram, foi à cozinha buscar mais vinho.
- Vou sair – sussurrou, finalmente, pela porta entreaberta.
- E voltas?
- Sabes que sempre.
Os copos e os sons, na multidão-escuridão. Arrastas-te, como
as cadeiras, sobre as mesas os risos espalmados. Amanhã, serás melhor, mas por
enquanto transitas seminua pela tua própria inconsciência. Espremes cigarros,
agarras o gelo com força mas ele cai, vomitas lentamente, contra a parede. De que
é que estavas à espera? Foste tu. Foste tu tudo isto.
domingo, 12 de maio de 2013
Papeis de género na publicidade
Aqui está um vídeo que ilustra bem até que ponto hoje, por muito que haja quem não o aceite, a questão da igualdade de género ainda não é pacífica. Se bem que, legalmente, a coisa esteja em muitos casos, resolvida, a verdade é que as construções sociais pré-estabelecidas provocam maneiras cada vez mais subtis e perversas de controlar esse factor. Claro e elucidativo, chocante às vezes, com dados precisos sobre o efeito dos media na maneira como cada um se identifica. Mais uma chamada de atenção para a necessidade de questionar tudo. Muito do que nos parece natural e inerente à simples existência humana não passa de construções politico-sociais montadas e portanto, susceptíveis de serem abaladas.
É claro que a moda não é sempre assim e não vale a pena demonizar apenas este sector, culpando-o de todas as injustiças. No entanto, tendo ele um grande impacto na formação das nossas opiniões, parece-me que pode jogar um papel predominante e bastante positivo no assunto. Existem, já exemplos claros disso. É, de facto, por este tipo de razões que apoio aquilo que se começa a notar como um processo de androgenização da moda, em que o modelo já não corresponde a uma divisão cirúrgica homem/mulher (com os respectivos papéis ancestrais instituídos), mas sim a uma única categoria abrangente e fluida, em que cada um pode escolher aquilo que mais o identifica e com o qual se sente confortável, independentemente de um género que supostamente o determine.
É claro que a moda não é sempre assim e não vale a pena demonizar apenas este sector, culpando-o de todas as injustiças. No entanto, tendo ele um grande impacto na formação das nossas opiniões, parece-me que pode jogar um papel predominante e bastante positivo no assunto. Existem, já exemplos claros disso. É, de facto, por este tipo de razões que apoio aquilo que se começa a notar como um processo de androgenização da moda, em que o modelo já não corresponde a uma divisão cirúrgica homem/mulher (com os respectivos papéis ancestrais instituídos), mas sim a uma única categoria abrangente e fluida, em que cada um pode escolher aquilo que mais o identifica e com o qual se sente confortável, independentemente de um género que supostamente o determine.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Cursos de escrita online
Os cursos online da Escrever Escrever estão em grande e a ser um sucesso. O meu "Escrever um livro: por onde começar?" vai já na 4a edição!
Inscrições para começar dia 14 de Maio, aqui:
http:// escreverescrever.wordpress.com/ 2013/01/11/ escrever-um-livro-por-onde-come car-nivel-i/
Inscrições para começar dia 14 de Maio, aqui:
http://
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