quarta-feira, 31 de julho de 2013

A opinião do blogue Bran Morrighan sobre O Albatroz

"Estreei-me na escrita de Teresa Lopes Vieira com a obra Os Diários da Mulher Peter Pan e, confirmando quando conheci a autora pessoalmente, soube que estava perante uma escritora diferente, que dá o seu toque único às suas obras deixando a sua marca no leitor. O Albatroz, uma obra dura, realista e com muito para se concluir com a sua leitura, confirmou isso mesmo."
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terça-feira, 23 de julho de 2013

O Albatroz - trecho

«O corredor carregava em si uma mistura de suor velho, tabaco e água-de-colónia da feira de Colares. Porque quando as pessoas morrem, os seus odores pairam, teimosos, agarram-se aos objectos, recusam perceber que já não pertencem a lado nenhum. Células sem dono passeiam-se pelo espaço, desconhecendo que agora vagueiam sozinhas e que é o seu destino perderem-se no corpo das plantas, dos bichos, do lixo; servir de adubo virtual para tudo o que ainda permanece. Talvez a vida fosse assim, uma regeneração constante.»

sábado, 20 de julho de 2013

O Albatroz


Jesus é um comediante desempregado que procura refúgio na casa do pai morto, em pleno centro de Lisboa. Liberdade, a sua irmã, uma pseudoatriz de novela cuja carreira foi propulsionada por uma participação num reality show. No meio de memórias, certas questões colocam-se: o que acontece quando perdemos tudo? Podemos ser criminosos apenas por acaso? Porque é que os nossos familiares são, por vezes, os nossos piores inimigos? Um enredo de reencontros, fugas e colisões inevitáveis.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Início de...


"Há muito tempo que deixei de me perguntar quem apagou a luz dentro da minha cabeça. Suponho que tudo começou quando atingi a puberdade e uma infância relativamente aceitável se transformou num pesadelo de hormonas. Sem amigos e com dez dioptrias de miopia em cada olho, eu era alvo a abater na grande selva de sobrevivência que são os primeiros anos de liceu. Sexo, claro, não fez parte do meu vocabulário até muito mais tarde, quando de uma maneira talvez compensatória recuperei avidamente o tempo perdido, sempre que possível, pelo menos. Com a idade adulta, a comédia e o sucesso relativo, que suponho ter coroado a minha vida nos últimos anos, até muito recentemente. Mas a luz nunca se voltou a acender. Já ouvi falar de histórias assim."


Brevemente, nas livrarias.