sábado, 14 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A opinião do site Segredo dos Livros sobre O Albatroz
"Este é um livro escrito com uma escrita crua, fria e até mesmo filosófica e profunda. É uma das melhores escritas que encontrei nos últimos tempos e isso foi algo que me surpreendeu, conseguindo, assim, envolver-me na história. História essa que me impressionou. Através de um ambiente pesado e negro, onde o arrependimento, a mágoa e a solidão são as palavras-chave, a autora consegue transmitir-nos inúmeros sentimentos, enquanto conta a história de dois irmãos que se adoram, mas se separaram. Agora, ligados pelas infelicidades da vida, acabaram por se descobrir mais parecidos do que pensavam.
É um livro cheio de significados, significados esses ocultos através da estranha história que nos é contada pela autora. Devo dizer que houve momentos em que eu olhava para o desenvolvimento da história e pensava "a sério!?", mas esta história tem por detrás todo um simbolismo que temos que procurar.
Um livro com uma escrita fantástica e que acredito que marque os leitores de uma forma especial."
Para ler na integra aqui:
http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/o-albatroz.html
É um livro cheio de significados, significados esses ocultos através da estranha história que nos é contada pela autora. Devo dizer que houve momentos em que eu olhava para o desenvolvimento da história e pensava "a sério!?", mas esta história tem por detrás todo um simbolismo que temos que procurar.
Um livro com uma escrita fantástica e que acredito que marque os leitores de uma forma especial."
Para ler na integra aqui:
http://www.segredodoslivros.com/sugestoes-de-leitura/o-albatroz.html
terça-feira, 10 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
"O problema é que são muito badalhocos"
Estudos comprovam que 1 em cada 5 portugueses já proferiu
esta frase, referindo-se à comunidade gay masculina.
Ok, estudos não comprovam, fui eu que retirei a estatística
da minha fantástica experiência do mundo em geral. Mas mesmo assim, acho que
não me enganarei muito nos números.
Poderia agora lançar-me num infinito ditirambo contra a
homofobia que ainda está, infelizmente, generalizada na nossa sociedade. Em vez disso, sugiro-vos que andem comigo um pouco atrás na História, para um momento de
nostalgia infantil:
Quando cheguei à puberdade, nasceram-me, a mim e às meninas da minha turma, umas coisas chamadas
maminhas. Imediatamente, começámos a ser requisitadas para fazer algo chamado
“curtir”, prática que consistia nuns beijinhos atrás de uma árvore. A quem respondesse a
essa solicitação com frequência, ou apetecesse ir além dos beijinhos, era chamada de “puta”, palavrão esse que
era usado com o mais comum dos vagares.
Muito cedo, as raparigas percebem que, para preservar a sua dignidade, terão de manter, quanto aos seus impulsos carnais, um relativo secretismo.
Enquanto os seus companheiros serão louvados pelas suas conquistas, o mesmo,
com elas, acontece geralmente ao contrário.
Flash-forward para o momento presente:
Estamos no Lux, uma distoteca betinha maioritariamente heterossexual, em que as
mulheres são com frequência solicitadas para fazer todo o tipo de porcarias. É muito comum que, mesmo que lhes apeteça, não o façam. Manel atira-se a Maria à descarada.
Maria acha Manel atraente e já lhe dava umas cambalhotas, mas pensa “agora não, as minhas amigas estão a ver, e
Deus sabe o que vão pensar”. Xavier e Matilde tiveram um date romântico. “Não
podes ir para a cama logo na primeira noite, não podes ser fácil”, diz o
instinto auto-repressivo de Matilde, formado ao longo de anos de experiência
nesta sociedade super igualitária em que vivemos.
Logicamente, a situação acalma-se.
Uma discoteca hetero é um lugar vagamente sensual, no qual a
generalidade dos homens tenta fazer avanços à generalidade das mulheres, que,
apesar de decotes brutalmente sugestivos e saltos hiper-desconfortáveis que fazem lembrar fantasias fetichistas de alto grau, recuam com caras pudicas
e trejeitos coquettes, segundo lhes foi ensinado que era a boa maneira feminina.
Enquanto isso, numa discoteca gay:
João quer dormir com Manel, João dorme com Manel. José quer
beijar Mário, José beija Mário. Miguel quer ir fazer coisas porcas, para o
jardim, com Josefim. E por que não? Miguel faz coisas porcas, no jardim, com Josefim. Ivan
quer dormir com Cláudio, António e Pedro... e adivinhem: Ivan vai dormir com
Cláudio, António e Pedro. Sem problema nenhum.
O que se passa muitas vezes é que a noite gay masculina apenas representa a enorme orgia que nós já todos sonhámos pelo menos uma vez que fosse a nossa vida.
E digo isto partindo do princípio de que é claro que as pessoas que se identificam como gays não são todas badalhocas. E isto acontece porque.... as pessoas não são todas badalhocas.
O que se passa muitas vezes é que a noite gay masculina apenas representa a enorme orgia que nós já todos sonhámos pelo menos uma vez que fosse a nossa vida.
E digo isto partindo do princípio de que é claro que as pessoas que se identificam como gays não são todas badalhocas. E isto acontece porque.... as pessoas não são todas badalhocas.
Percebem onde quero chegar, amigos homofóbicos? Não, não há
nenhum gene especial de badalhoquice, na homossexualidade. Há, sim, seres humanos que gostam de sexo, porque isso é essencial à perpetuação da espécie. Uns são levados a explorar esse instinto, pela sua
educação, outros são levados a reprimi-lo. Tão simples quanto isso.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Namorada bio - namorada light
Toda a gente que já dedicou o mínimo de ponderação ao
assunto pode concluir que, nos tempos dos nossos avós, o engate era uma coisa
lixada. Primeiro, havia os olhares. Depois, os passeios, os jantares, os
bilhetinhos, o jantar com os pais. Demorava-se anos a dar um beijinho que fosse. Havia
muita masturbação, sob o olhar judicioso do pároco. E depois havia os bordeis.
Os senhores de antigamente (as senhoras não, porque jamais
se ousaria imaginá-las sujeitas a tais ímpetos impuros), coagidos às normas
estritas da época, no que dizia respeito ao pudor e ao sexo, eram por assim
dizer obrigados a satisfazer os seus impulsos carnais noutro lado.
Nas últimas décadas, como sabemos, tudo mudou. Isso tem um
lado positivo. Hoje em dia, a mulher não precisa de se esconder ou de andar a
dar satisfações a seja quem for, aborda o tema livremente e melhor: não tem de
fingir que não gosta de sexo, o que é um alivio.
No entanto, com a banalização do sexo casual, surgiu também
um fenómeno que se espalhou em massas, e a que gosto de chamar a
namorada light.
Já todos ouvimos a história. “Ele disse-me coisas carinhosas, mas já não me liga há quatro dias.”; “Ele anda muito ocupado, por isso só me liga a partir das dez da noite ou quando está bêbado.”; e a minha preferida: “Ele dorme comigo, mas diz que não está preparado para uma relação”.
Já todos ouvimos a história. “Ele disse-me coisas carinhosas, mas já não me liga há quatro dias.”; “Ele anda muito ocupado, por isso só me liga a partir das dez da noite ou quando está bêbado.”; e a minha preferida: “Ele dorme comigo, mas diz que não está preparado para uma relação”.
Pior, numa certa medida, em maior ou menor grau, já quase todas as
mulheres adultas fizeram parte desse tipo de história. É inevitável.
Com a chegada do sexo fácil, e sendo este encarado com uma
coisa cool, é muito mais provável que o mesmo seja aproveitado essencialmente
pelos homens. Quer queiramos quer não, a generalidade das mulheres andou a ver demasiados
filmes e desenhos animados durante a infância. Enquanto os meninos destruíam pontes
com camionetas da Playmobil e recebiam lições de como engatar miúdas por parte
de um tio qualquer que bebia demasiado gin à hora de almoço, as meninas viam A Bela
Adormecida e A Rainha da Sucata (novelas da Sic: o pior que pode haver em
termos de preparação para a vida real). Aí, era-lhes ensinado que existia uma
coisa chamada amor à primeira vista e que quando o encontrassem, teriam também um parceiro eterno e iriam ser muito felizes. Não quer dizer que isso não exista (vou saltar agora, por questões práticas, por cima da análise da questionável relação de causalidade entre estes três elementos). Mas, na maior
parte das vezes, há pelo menos 8 chances em 10 de ele não ser o Zé-do-bairro
que trouxemos no outro sábado para casa depois de uma noite de bebedeira total.
A namorada light é a namorada confusa que, gostando de sexo
e tendo decidido ceder aos seus impulsos, achou que tinha encontrado o príncipe
encantado e decidiu dar-se a ele na mesma noite, na sua própria adaptação
moderna dos contos infantis que ouvia.
No entanto, a menos que a gratificação funcione no seu pleno
para os dois lados (o que é uma hipótese obviamente válida) não vale a pena
quando apenas uma das partes espera que a situação evolua muito mais - e seria uma hipocrisia negar que esta parte é, na generalidade dos casos, a feminina. Se
preciso for, façamos as coisas à moda antiga: afinal, a masturbação e os
bordeis ainda estão lá por alguma razão.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Escrever é sexy
E por isso, mais uma razão para te inscreveres para a semana. "Escrever um livro: por onde começar?", o curso começa na terça-feira.
Mais informação aqui.
Mais informação aqui.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Tatuagens, Ferraris e fotos de gajas boas em cuecas... ok, uma gaja boa em cuecas e as outras são questionáveis
Quero exprimir aqui a minha super-controversa opinião
sobre um assunto. Que é (a sério, vai parecer muito revolucionário, porque
embora seja um tema mais do que batido, ainda não vi ninguém atrever-se a dizer
isto, mas...). Ok, estão preparados?
Uff...
Então, aqui vai:
Estou-me completamente a cagar para o Lorenzo Carvalho.
Pronto, já o disse.
E estou neste momento à espera que o menino Jesus desça à
Terra para me repreender a falta de sensibilidade e compaixão. Mas não quero
mesmo nada, mas mesmo nada, saber dele. E intriga-me como é que isto pode
sequer ser tema de discussão, muito menos de uma discussão tão acesa (sim, e eu
sei, estou, eu própria, a discutir o tema agora, o que me enerva imenso). Mas,
o que aconteceu, de repente, pessoas? Acordaram para a vida do país e é isto
que se lembram de comentar? Há muito tempo que não tinha visto alguém ser
defendido de uma maneira tão aguerrida. Nem quando a Sónia do Big Brother
levou um pontapé do Marco. Nem aí. E foi o primeiro dos Big Brothers.
Eu percebo que tenha sido uma entrevista parva. Eu percebo
que era apenas um miúdo que não fez mal a ninguém. Até percebo a reacção à
injustiça de a jornalista em questão nunca se ter lembrado de perguntar a um
politico, por exemplo, quanto valia o seu relógio. Mas a verdade é que também nunca
ninguém antes se tinha lembrado de acusar a jornalista de não ter perguntado a
um politico quanto valia o seu relógio, de qualquer maneira. Não foi hoje que a
classe politica dirigente do nosso pais começou a fazer negócios manhosos, com
dinheiros públicos. Não foi hoje que a injustiça social em Portugal começou. E não
foi hoje que os políticos começaram a comprar relógios com o nosso dinheiro.
Mas pelos vistos, foi hoje que os portugueses um pouco por
toda a parte se lembraram de se insurgir contra... qualquer coisa.
E quanto a mim, esse qualquer coisa foi bastante ao
calhas.
Estou-me completamente a cagar para o Lorenzo Carvalho. Para mim, se a Judite de Sousa tivesse entrevistado o Lorenzo Carvalho, ou um pinguim, era o mesmo. É indiferente.
E o que me revolta é que sendo tão apáticos, no geral, e tendo tanto para debater no nosso país actualmente, resolvamos acordar de repente para isto.
Ok, não foi um momento televisivo muito bom. Mas isso não
torna o mesmo interessante. É apenas um miúdo de tatuagens com dinheiro para
quem alguém foi um bocadinho mais idiota. Mas, mais uma vez, que eu saiba, há
entrevistados a serem tratados de maneiras idiotas todos os dias, e nunca
ninguém se lembrou de fazer uma insurreição disso.
A Judite de Sousa subestimou o povo português. Viu um puto
rico, novo e quiçá um pouco ingénuo e decidiu tentar brilhar à sua custa. Do
que ela se esqueceu é que, para nós, melhor do que uma boa injustiça social é a
possibilidade de achincalhar uma jornalista bem sucedida, com pouco poder de cálculo e demasiado tempo de antena livre. E depois o fenómeno espalha-se em massa, porque já se
sabe: se um grita, mesmo que o assunto seja irrelevante, os outros também têm
de gritar. E assim, todos perdemos tempo com um assunto que não interessa ao
menino Jesus, mas que é fixe porque mete carros, malta estrangeira e a Pamela
Anderson.
Eis o povo português. Esfomeados? Sim. Mas bimbos a valer
quando é preciso? Sobretudo.
sábado, 24 de agosto de 2013
Revista de Imprensa
Amanhã, vou estar na Revista de Imprensa da Sic Notícias, para comentar os jornais deste fim de semana.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
À Volta dos Livros
Entrevista por Ana Daniela Soares, na Antena 1.
http://www.rtp.pt/play/p312/e125981/a-volta-dos-livros
http://www.rtp.pt/play/p312/e125981/a-volta-dos-livros
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Escrever um livro em Agosto
Tantas vezes temos algo para contar, mas falta-nos dar o primeiro passo!
Este é um curso que nos ensina que escrever é uma arte, mas pode ser trabalhada, tal como um oficio.
Para aqueles que têm uma ideia em mente mas não sabem como pô-la em prática, para os que já começaram mas precisam de um pouco de orientação, ou até para aqueles que estão simplesmente curiosos em saber como funciona o processo da escrita do livro.
Da ficção à não-ficção, vamos dar corpo às nossas ideias e pô-las em prática.
Este é um curso que nos ensina que escrever é uma arte, mas pode ser trabalhada, tal como um oficio.
Para aqueles que têm uma ideia em mente mas não sabem como pô-la em prática, para os que já começaram mas precisam de um pouco de orientação, ou até para aqueles que estão simplesmente curiosos em saber como funciona o processo da escrita do livro.
Da ficção à não-ficção, vamos dar corpo às nossas ideias e pô-las em prática.
Horários a começar já para a semana, de manhã e de tarde:
- tarde
- manhã.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Entrevista no Diário Digital
"A morte do pai de Jesus desencadeia todo o livro de Teresa Lopes Vieira, que procurou ir contra o género instituído «conflito+procura+resolução». Deste modo, a autora resolveu escrever uma obra onde o passado, a memória, acaba por ser o motor do enredo. «Quando puxamos uma personagem, que começa a fazer força para não se mexer, o mundo vem atrás e forma uma espécie de explosão à sua volta», refere. "
Para ler na íntegra aqui.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Este Sábado
Vou estar, às 15h30, na Biblioteca de Praia da Foz do Arelho, para conversas e livros e coisas.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Aprendendo a viver com Pedro Bezukhov
"Agora, durante essas três semanas de marcha, revelou-se-lhe uma nova e consoladora verdade: que nada há verdadeiramente terrível neste mundo, que não há no mundo situação na qual o homem seja completamente infeliz e escravo. Aprendeu que há um limite para o sofrimento e para a liberdade.
(...)
Pedro caminhava, olhando o chão e contando os passos de três em três, pelos dedos. Como se dirigisse à chuva, interiormente, dizia: "Pois seja, continua, continua!"
Guerra e Paz - León Tolstoi
(...)
Pedro caminhava, olhando o chão e contando os passos de três em três, pelos dedos. Como se dirigisse à chuva, interiormente, dizia: "Pois seja, continua, continua!"
Guerra e Paz - León Tolstoi
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A opinião do blogue Bran Morrighan sobre O Albatroz
"Estreei-me na escrita de Teresa Lopes Vieira com a obra Os Diários da Mulher Peter Pan e, confirmando quando conheci a autora pessoalmente, soube que estava perante uma escritora diferente, que dá o seu toque único às suas obras deixando a sua marca no leitor. O Albatroz, uma obra dura, realista e com muito para se concluir com a sua leitura, confirmou isso mesmo."
Ler mais aqui
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domingo, 28 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
O Albatroz - trecho
«O corredor carregava em si uma mistura de suor velho, tabaco e água-de-colónia da feira de Colares. Porque quando as pessoas morrem, os seus odores pairam, teimosos, agarram-se aos objectos, recusam perceber que já não pertencem a lado nenhum. Células sem dono passeiam-se pelo espaço, desconhecendo que agora vagueiam sozinhas e que é o seu destino perderem-se no corpo das plantas, dos bichos, do lixo; servir de adubo virtual para tudo o que ainda permanece. Talvez a vida fosse assim, uma regeneração constante.»
sábado, 20 de julho de 2013
O Albatroz
Jesus é um comediante desempregado que procura refúgio na casa do pai morto, em pleno centro de Lisboa. Liberdade, a sua irmã, uma pseudoatriz de novela cuja carreira foi propulsionada por uma participação num reality show. No meio de memórias, certas questões colocam-se: o que acontece quando perdemos tudo? Podemos ser criminosos apenas por acaso? Porque é que os nossos familiares são, por vezes, os nossos piores inimigos? Um enredo de reencontros, fugas e colisões inevitáveis.
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